Revista Palavra
Sistema de injeção eletrônica do motor

Inspeção deve ser feita a cada 40 mil quilômetros rodados. A injeção nada mais é do que um sistema de alimentação de combustível e gerenciamento eletrônico de um motor. Ela surgiu como uma melhoria do antigo carburador. O motor necessita de uma mistura ar/combustível perfeita em todos os regimes de trabalho. Era isso que o aposentado carburador, por melhor que fosse e por mais que estivesse com a regulagem no melhor acerto não conseguia obter com êxito.

Quando o motor começa a funcionar os pistões sobem e descem dentro dos cilindros. Um sensor, chamado de sensor de rotação, sinaliza para a central de comando a rotação em que o motor se encontra o que representa o quanto os cilindros estão subindo e descendo. A central analisa ao mesmo tempo o fluxo de ar medido pela borboleta de aceleração. Esse ar foi aspirado da atmosfera e vai para o interior dos cilindros. Com a informação do volume de ar admitido a central permite que as válvulas de injeção liberem a quantidade ideal de combustível, gerando a mistura de ar/combustível perfeita. Esse procedimento é efetuado varias vezes por minuto.

Motor flex

Nos carros equipados com motor flex, a central consegue identificar o combustível que está no tanque, ou a proporção utilizada. Ao receber as informações encaminhadas pelos sensores, a unidade de comando examina os dados recebidos e em conjunto com informações gravadas em sua memória, como por exemplo, detalhes do motor do veículo e os parâmetros de fábrica. Associadas essas informações a central envia as ordens.

Do outro lado estão os atuadores, que são os componentes que recebem informações da central e atuam no sistema de injeção, variando o volume de combustível que o motor recebe, corrigindo o ponto de ignição, marcha lenta, entre outras funções.

Os injetores, que são os responsáveis pela injeção de combustível no motor, podem ser classificados em dois tipos: monoponto, que conta com apenas um injetor para todos os cilindros e multiponto, que conta com um injetor por cilindro. Apesar do nome, eles injetam combustível de forma indireta, ou seja, o dispositivo está posicionado antes das válvulas de admissão. Entretanto, existe também o sistema de injeção direta, em que os injetores de combustível injetam direto dentro da câmara de combustão.

Apesar de ser mais durável, a injeção, assim como qualquer componente mecânico, requer manutenção e cuidados. A cada 40 mil quilômetros é importante fazer uma inspeção e se for o caso, limpar os bicos da injeção eletrônica. Isso é importante porque a sujeira presente no combustível pode entupir o sistema, o que compromete o consumo e interfere no desempenho do motor.

A manutenção deve ser efetuada por um reparador capacitado, uma vez que os componentes eletrônicos que fazem parte do sistema, quando manuseados de forma incorreta, podem ficar danificados. A dica mais importante de todas, no entanto, é: lembre-se de utilizar combustível de boa qualidade.

Visualizar comentários deste post!Comentar este post!Compartilhar este post!
 
Outras notícias de:
Motor e Cia

Todos os Direitos Reservados
As opiniões expressas em artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião da redação.
A publicação de matéria contida no site da revista requer prévia autorização por escrito. As matérias sem assinaturas são de autoria do departamento de jornalismo da Revista Palavra.

Capa
Entrevistas

Festas e Decoração
Gestão e Negócios
Lazer e Turismo
Moda & Beleza
Morar Bem
Motor e Cia
Palavra Digital
Radar
Saúde
Contato
Editorial